No último dia 7, Paul deu uma entrevista ao Jornal da Cidade de Bauru.
Abaixo a entrevista na íntegra. Para lê-la direto no site do jornal, clique aqui.
a-ha adianta detalhes ao JCdo show que fará em Bauru
Paula Bastos/ Especial para o JC Misture bateria, teclados, sintetizadores e uma batida que lembra algo futurístico. Assim é o som do a-ha. Depois de quase 30 anos de carreira e mais de 35 milhões de álbuns vendidos, o trio norueguês que fez história e mudou o cenário pop com seu ritmo eletrônico, se aposenta com turnê mundial e volta ao Brasil para se despedir dos fãs. O primeiro show brasileiro da “Farewell Tour” será em Bauru, na terça-feira, no Alameda Quality Center.
A banda, formada por Morten Harket (vocais), Paul Waaktaar-Savoy (guitarra) e Magne Furuholmen (teclados), promete surpreender fãs em um espetáculo especial, com direito a efeitos especiais e músicas que levarão o público de volta ao melhor das décadas de 80 e 90.
Diretamente de Buenos Aires, Argentina, onde se apresentaram na última quinta-feira em show esgotado para 10 mil pessoas no estádio Luna Park, com clima ameno e temperatura média de 27º C, o guitarrista Paul Waaktaar-Savoy atendeu o Jornal da Cidade e falou sobre música, carreira, a última turnê e ressaltou: “O povo brasileiro tem um ‘sabor’ marcante”.
JC - O que os fãs devem esperar desta última turnê?
Paul - Estamos com uma produção muito especial e diferenciada. Há um ar de “tecnologia” na produção do show e é como se fizéssemos um passeio pelas décadas de 80 e 90, que foram marcantes em nossa carreira.
JC – Quais os sucessos que não faltarão neste show?
Paul - A cada turnê é mais difícil de decidir a setlist, já que há muitas canções para escolher de diferentes álbuns. Vamos tocar aquelas que o público gosta de ouvir, que marcaram nossa carreira, mas sempre fica algo para trás.
JC - O a-ha tem muitos hits. Antes de lançar um álbum, é possível imaginar quais serão as canções preferidas pelo público?
Paul - Algumas músicas acabam fazendo sucesso por acidente. Às vezes somos surpreendidos porque aquela canção que imaginávamos ser sucesso de público não emplaca, e de repente o público elege outra faixa como sua favorita e a coloca nas paradas.
JC - O que esta última turnê representa para vocês? Como ela se diferencia das outras?
Paul - Nesta turnê faremos muitos shows. Acho que será a mais longa de nossa carreira, pois ficaremos o ano todo na estrada. Tentamos voltar para os países em que já estivemos para prestigiar o público. Ao mesmo tempo em que é estranho, por ser a última turnê, é extremamente gratificante para nós porque os fãs sempre nos dão aquela sensação de que significamos algo para eles e isso traz um sentimento único e muito bom.
JC – Quais são as expectativas da banda com o público brasileiro?
Paul – As turnês que mais nos lembramos são as da América do Sul e os momentos em que estivemos no Brasil são muito especiais para nós. É até um pouco engraçado porque sempre fazíamos mais shows na Europa e na América do Norte, mas começaram a nos falar que fazíamos muito sucesso no Brasil e que deveríamos incluir o país nas turnês. Quando finalmente visitamos o Brasil, ficamos impressionados com o carinho, a atenção e a quantidade de fãs que tínhamos aqui. Para mim, a primeira vez em que tocamos no Brasil foi particularmente especial porque foi como se estivéssemos tocando ao vivo pela primeira vez. O público era diferente e nos deu outra sensação porque nunca havíamos nos apresentado em um estádio tão grande e aberto. Então isso mudou muita coisa na maneira como nos apresentávamos.
JC – O que vocês mais gostam do Brasil?
Paul – É difícil competir com o público brasileiro. Vocês são muito passionais, carinhosos e têm uma energia única. Lembro que ficamos impressionados com esta apresentação no Rock in Rio II que mencionei, pois houve gente que ficou na fila em pé, por mais de nove horas e ainda tinha energia para cantar e pular no show. Isso é surpreendente. O brasileiro se doa por completo e acho que não encontramos essas características em nenhum outro lugar do mundo. Digamos que cada país tem um “sabor” e o “sabor” brasileiro é muito marcante.
JC – Qual o segredo de uma carreira consolidada, de tanto sucesso?
Paul – Eu diria que o material é tudo. Se você não tem boas músicas não conseguirá ter uma carreira sólida. É necessário inovar, buscar outras coisas e se envolver com aquilo que te traz paixão para poder produzir algo novo e não ficar na mesmice porque o público se cansa.
JC – O a-ha revolucionou a música e até hoje é inspiração para várias bandas. Como vocês se sentem em relação a isso?
Paul – Nos anos 90 nós demos uma pausa e quando retomamos, tudo estava diferente. Nos sentimos um pouco por fora do que estava acontecendo e as pessoas estavam curtindo outras bandas. Nos anos 90 vários artistas eram criticados, mas nós voltamos e recebemos críticas positivas, então é legal saber que seu trabalho serviu de inspiração para outras pessoas. Quando eu era novinho, tinha minhas bandas favoritas, aquelas que me inspiravam e elas contribuíram muito para o meu trabalho, então é muito gratificante saber que, de alguma forma, eu ajudei alguém.
JC – Em que o a-ha de hoje é diferente do a-ha do passado?
Paul – Hoje temos uma tranquilidade de saber que quando algo dá certo, simplesmente dá certo. Fazemos experimentações do que funciona e o que não funciona em uma música e hoje temos essa sensação que nos conduz em nossa música. É algo que adquirimos com o tempo.
JC – Quais as principais mudanças pelas quais vocês passaram nesses 25 anos de carreira?
Paul – Quando começamos a carreira e fomos pra Inglaterra, não tínhamos nada. Alugamos um estúdio que tinha apenas um instrumento e uma bateria eletrônica e isso era nosso som. Antes disso éramos uma banda independente cuja música durava dez minutos e não tinha refrão, mas a moda na Inglaterra era o pop e isso nos inspirou nos dois primeiros álbuns. Depois disso meio que voltamos ao passado e produzimos canções mais longas. Quando nos separamos, cada um acabou trabalhando em projetos solo e isso contribuiu muito para o novo a-ha. As letras das músicas geralmente são sobre situações que enfrentamos em nossas vidas, então é possível perceber coisas que estão acontecendo conosco naqueles momentos. Neste último álbum, Foot of the Mountain, houve uma influência do Morten para que produzíssemos algo meio tecnológico como fizemos no início da carreira.
JC – Seu último álbum, Foot of the Mountain, foi bastante aclamado pela crítica. Há um retorno do synth pop, presente no início da carreira do a-ha. Por que retomar esse estilo agora?
Paul – Algumas pessoas acham que esse som tem a ver com nossa origem norueguesa por causa da gaita, mas o synth pop, que mistura os teclados com sintetizadores, combina demais com o tipo de voz do Morten, o vocalista. Nós temos a liberdade de compor qualquer tipo de música porque a voz dele é incrível. Ele alcança vários tipos de nota e nosso som é uma combinação disso tudo. Quando começamos não tínhamos muita estrutura tecnológica para produzir os ritmos, então meio que usamos a intuição e o resultado é o que vocês conhecem.
JC – Por que terminar a carreira agora?
Paul – 25 anos de carreira é muito tempo! Somos privilegiados porque muitas bandas não duram mais do que dez anos. Eu acho que agora cada um de nós quer buscar algo novo e desconhecido. Se continuássemos com o a-ha por mais 20 anos, não seria novidade para nós. Queremos sentir aquele frio na barriga de algo desconhecido novamente.
JC – Há uma chance da banda se reunir novamente no futuro?
Paul – “Para sempre” não existe. Nada é eterno. Não sabemos o que pode acontecer no futuro. Não vou dizer que nunca mais nos reuniremos como a-ha, mas no momento estamos nos despedindo sim.
JC – O que vocês pretendem fazer de agora em diante?
Paul – Quero muito continuar compondo e trabalhando com música, cooperando com novos artistas. Talvez eu forme uma nova banda. Tenho escrito músicas e depois verei o que fazer com elas. O Magne (tecladista) formou outra banda e eles até lançaram um álbum, mas acho que nenhum de nós decidiu exatamente o que fazer no futuro porque ainda temos muito trabalho a fazer nesta última turnê. Com certeza a música continuará em nossas vidas.
Essa é uma das notícias mais difíceis para ser dada... passamos a tarde tomando coragem para postá-la aqui. Hoje, os fãs do A-ha se surpreenderam com uma mensagem do site oficial anunciando que Foot of the Mountain seria o último álbum da banda. A mensagem dizia ainda que o álbum em questão conquistara sucesso crítico e comercial e que 2010 seria o ano da turnê de despedida, sendo o último show em Oslo, Noruega.
Abaixo a mensagem na íntegra, traduzida.
Com o atual álbum, Foot of the Mountain, a banda tanto desfrutou do sucesso comercial e da aclamação da crítica, que o A-ha decidiu parar por aqui.
Como conseqüência, o A-ha não irá lançar nenhum álbum no futuro.
A banda gostaria de agradecer a seus fãs e todo mundo que contribuiu para a sua incrível jornada, e dizer:
"Nós literalmente vivemos "ultimate boy’s adventure tale", através de um longo tempo, a mais gratificante carreira que qualquer um poderia esperar.
Fazer isso agora vai nos dar a chance de nos envolvermos mais em outros aspectos significativos da vida, seja trabalho humanitário, politico, ou qualquer outra coisa - e, claro, através de novas constelações no campo da arte e música. Nós estamos nos aposentando como uma banda, não como indivíduos. Mudar é sempre difícil e é fácil seguir no mesmo caminho. Agora é hora de seguir adiante."
2010, a banda marca o 25 º aniversário do multi-platina do álbum de estréia de Hunting High & Low e do primeiro single 'Take On Me ", que com a ajuda de um verdadeiro vídeo inesquecível, tornou-se número 1 em 27 países em todo o mundo, incluindo os E.U.A..
A banda vai embarcar numa turnê mundial no final de 2010 para terminar a sua colaboração em uma nota elevada. O último concerto terá lugar em Oslo, em dezembro.
Fonte: A-ha.com
Os ingressos para o último show do A-ha começam a ser vendidos em 16 de outubro.
Diante desta triste notícia para os fãs, resta-nos esperar que o Brasil tenha um lugar nessa última turnê do grupo.
Magne falou hoje em entrevista sobre seu problema cardíaco (ele tem FA – Fibrilação Atrial, que causa arritmia cardíaca). Ainda que a doença esteja controlada, através de medicamentos (flecainida ), e ele não tenha um ataque há muito tempo, Magne disse que com a correria do lançamento do álbum, nos últimos seis meses os sintomas aumentaram, ocorrendo quase toda noite. “Com o medicamento, a sensação desaparece após algumas horas (...) Sei quando está chegando porque começo a ficar mal-humorado. Meu coração parece que vai sair pela boca. Meus pés e dedos ficam frios” Ele ainda afirma que, para ele, subir no palco ajuda a controlar os ataques. Mags afirma que costumava sentir ânsia de desmaio e mal-estar e que em 1987, durante a gravação do segundo álbum, foi parar no chão sem saber como , mas que não ligou muito na época. Continuou abusando das corridas e de tudo que envolvesse adrenalina, como escaladas e trilhas. A doença foi descoberta em 1999. Após uma reunião na gravadora, Magne se sentiu mal enquanto dirigia, mas como não estava cansado achou que deveria ser o coração. “Felizmente”, disse ele, “ eu não estava correndo e não ocorreu nenhum acidente”. Magne ainda brinca falando que “em um coração descompassado, que em alguns momentos bate fora de controle” e que “é um tanto irônico escrever canções sobre coração partido quando seu coração está mesmo quebrado”. “Paul e Morten me tratam da mesma forma, mas sabem que não posso entrar as discussões sobre canções”.
A reunião anual Haydom, em Vennesla, ocorreu ontem, dia 09 de Agosto. O evento tem por objetivo levantar dinheiro para o Hospital Luterano Haydom, na Tanzânia. Este ano, graças as boas condições climáticas, pode ser realizado a céu aberto.
Como já é habitual, a música ficou a cargo da da família Harket, que inclui Morten, o pai dele, Reidar, ao piano e vários outros membros da família Harket. O evento contou ainda com uma apresentação solo de Morten, que cantou “A Change Is Gonna Come”, de Sam Cooke.
Abaixo segue a nossa tentativa de tradução do norueguês do que Morten falou ontem. “Bernt Kvarstein, meu tio, mora aqui. Tenho pai em Vennesla e tenho muitas lembranças da infância”, disse Morten. Sobre a canção "A Change Is Gonna Come", Morten disse: “É uma canção incrível que significa muito para mim, uma das melhores músicas que conheço.”
Clique aqui e confira o video da apresentação de Morten.
Semana passada noticiamos uma entrevista em que Magnes sugeria que o A-ha estaria prestes a volta à América do Sul. Agora saiu na página oficial da banda a seguinte notícia, que procuramos já traduzir aqui:
"Na semana passada, em uma entrevista com Dale Winton na BBC Radio 2's, Magne insinuou ter planos para uma turnê mundial do A-ha em 2010, incluindo um longo e aguardado regresso à Austrália, Japão e América. Agora temos mais algumas "dicas" sobre o calendário da turnê da banda em 2010!
O ano 2010 marca o 25 º aniversário do primeiro hit Número 1 do A-ha, "Take on me." Haverá uma reedição de "Hunting High e Low", para coincidir com sua turnê mundial de aniversário.
Magne disse em uma entrevista à BBC News: "Para o aniversário, queremos fazer algo criativo e revisitar o material de uma forma diferente e fazer algo especial para os fãs."
Embora os seguintes prazos e os países não estejam 100% confirmados, entendemos que este seja mais ou menos o calendário para 2010. Quando determinadas cidades, locais e as datas forem confirmadas, vamos adicioná-los aos Próximos Eventos página.
Em Novembro de 2009, a tour européia será prorrogada. A banda irá também acrescentar um show em Tóquio, Japão.
Janeiro trará o A-ha de volta para a Austrália pela primeira vez desde a sua primeira turnê mundial, que abriu com show em Perth, na Austrália, em 3 de junho de 1986.
Fãs na América do Sul, Canadá e os Estados Unidos podem aguardar alguns shows em março.
Em maio e junho, o A-ha vai retornar para a Europa e fazer alguns festivais. Será um ano muito ocupado para o A-ha - novas datas bombando de novo em Outubro de 2010!"
Será que um ano depois da última vinda do A-ha ao Brasil, no ano do aniversário de 25 anos de "Take On Me", nós é que receberemos o presente?!